Fundos garantidores facilitam acesso ao crédito (DCI)

São muitos os desafios enfrentados pelo empreendedor para conseguir manter seu negócio. Neste ambiente, a obtenção do crédito pode ser fundamental para a manutenção da existência da empresa. Porém, na hora de buscar financiamento, seja para investir ou para o dia a dia do negócio, um dos principais entraves, principalmente das pequenas e médias empresas (PMEs), de acesso ao crédito são as garantias pedidas pelos agentes financeiros.

Para facilitar que as empresas ofereçam tais garantias à operação, o Fundo Garantidor ajuda a viabilizar as operações de financiamento. Por meio de uma taxa adicional ao contrato, o tomador obtém a garantia de cobertura do financiamento durante toda a operação de crédito.

“Utilizando-se deles, as empresas aumentam as chances de aprovação dos pedidos de crédito, tornando o empréstimo uma alternativa real para melhorar o caixa da empresa, realizar novos projetos ou ter mais capital de giro”, esclarece Lucas Aquino, diretor da IDR Consultoria, especializada na captação de recursos financeiros. É uma ótima opção para quem precisa de um financiamento maior do que tem de garantia.

“Por exemplo, se o empresário precisa de R$1 milhão e tem apartamento de R$ 500 mil, ele utiliza o fundo como complemento ao valor do imóvel, como caução do empréstimo”, esclarece. O fundo garantidor, contudo, não é um salvo-conduto para a empresa dar calote, adverte o consultor.

“Se o empresário não pagar o empréstimo, o fundo vai quitar esta dívida com o banco, mas, depois, irá cobrar do gestor esta conta, pelos mesmos mecanismos de qualquer outra pendência financeira”, diz Aquino.

O fundo ainda pode ser usado por empresas novas ou startups, complementa o professor de administração da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), José Eduardo Balian. “Nestes casos, não significa que seja exigido garantias, pois os bancos levam em consideração estudos sobre o negócio, a inovação e a viabilidade do projeto. Estes são os pilares nos quais os bancos baseiam a aprovação do crédito”, diz Balian.