Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado
A Receita Federal atualizou recentemente os critérios para a classificação de grandes contribuintes, com parâmetros mais abrangentes e alinhados à realidade atual de pessoas físicas e jurídicas. A medida faz parte de um movimento mais amplo de fortalecimento da fiscalização e de aprimoramento dos mecanismos de controle tributário.
Essa atualização sinaliza um avanço na capacidade de monitoramento do Fisco, que passa a operar com bases de dados mais integradas e critérios técnicos mais precisos. O objetivo é ampliar o alcance da fiscalização e tornar o acompanhamento dos contribuintes mais efetivo.
Para mais detalhes, veja a íntegra da Portaria nº 628, de 26/12/2025.

A fiscalização se estende a todo o universo de pessoas físicas e jurídicas com CNPJ ativo, e não se restringe às empresas enquadradas como grandes contribuintes.
Fiscalização ampliada exige mais organização
Com critérios mais claros e o uso intensivo de tecnologia, a fiscalização tende a identificar inconsistências com mais rapidez, independentemente do porte da empresa. Informações fiscais, contábeis, financeiras e patrimoniais são analisadas de forma conjunta, reduzindo significativamente a margem para erros, omissões ou informalidades.
Nesse contexto, práticas que antes passavam despercebidas — como registros incompletos, ausência de documentação adequada ou controles fragilizados, passam a representar riscos concretos.
A relação eventual com a contabilidade, limitada ao envio de documentos apenas no fechamento do mês ou do ano, deixa de ser suficiente diante desse novo ambiente de controle.
O papel indispensável da contabilidade nesse contexto
A contabilidade assume um papel central na gestão do risco fiscal e na manutenção da regularidade da empresa. Ela se torna o principal instrumento de organização das informações e de sustentação da posição do contribuinte perante o Fisco.
Com as mudanças trazidas pela reforma tributária e a intensificação da fiscalização, a qualidade dos registros contábeis ganha ainda mais relevância. É por meio deles que se demonstram receitas, custos, operações financeiras, aportes, distribuição de lucros e a real situação patrimonial da empresa.
Por isso, o cenário atual exige acompanhamento contínuo, alinhamento entre gestão e registros contábeis e atenção permanente às informações que transitam entre sistemas fiscais, financeiros e societários.
Contabilidade como proteção e estratégia
Na Seteco, acreditamos que a contabilidade deve funcionar como um instrumento de proteção, clareza e apoio à gestão. Nosso trabalho vai além do cumprimento de obrigações: envolve organização da informação, orientação próxima e construção de uma base contábil sólida, capaz de sustentar o crescimento da empresa com segurança.
Em um cenário de critérios atualizados, fiscalização ampliada e maior uso de dados, estar próximo da contabilidade é uma necessidade.
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