A chegada de 2026 não representa apenas um novo exercício fiscal. Ela marca o início de um período de profundas transformações na contabilidade brasileira, impulsionadas pela Reforma Tributária do consumo, pela digitalização acelerada e por mudanças na forma como empresas organizam pessoas, processos e decisões.
Empresas evoluem. Crescem, diversificam operações, adotam novos modelos de contratação, ampliam canais e integram tecnologia. A contabilidade precisa acompanhar esse movimento, com método, visão estratégica e proximidade.
Mais do que nunca, a contabilidade deixa de ser operacional e assume papel estratégico
Ainda há empresas que enxergam a Contabilidade como uma área focada em obrigações acessórias. Se esse modelo já não se sustentava, agora sua manutenção é certeza de problemas de gestão.
Com o avanço da Reforma Tributária e a maior complexidade das decisões empresariais, é imprescindível que o contador atue de forma consultiva, apoiando a leitura de indicadores, a análise de margens, o planejamento tributário e a organização financeira.
Em 2026, será cada vez mais comum que decisões estratégicas dependam de uma contabilidade capaz de antecipar cenários — e não apenas registrar o passado.
Reforma Tributária: um novo eixo para decisões empresariais
A Reforma Tributária do consumo representa a maior mudança estrutural do sistema tributário brasileiro em décadas. A substituição de tributos e a implantação do IBS e da CBS exigirão das empresas uma revisão profunda de regimes tributários, precificação, contratos e controles financeiros.
Entre 2026 e 2033, negócios viverão uma fase de dupla convivência entre sistemas antigos e novos. Isso exige:
- reestruturação de processos;
- revisão de sistemas e dados;
- simulações constantes;
- ajustes em contratos e preços;
- decisões antecipadas e bem fundamentadas.
Quem reage tarde transforma a transição em custo. Quem se organiza agora pode transformar esse período em vantagem competitiva.
Processos, sistemas e governança: o que sustenta o crescimento
Outro ponto crítico é avaliar se os sistemas financeiros e contábeis utilizados hoje sustentam a complexidade atual do negócio. Muitas empresas cresceram, mas seguem operando com ferramentas que não integram áreas fiscal, financeira e contábil, gerando inconsistências, retrabalho e perda de controle.
Além disso, práticas como distribuição de lucros sem planejamento, margens calculadas com premissas fiscais desatualizadas e ausência de indicadores confiáveis comprometem o caixa e a previsibilidade.
A contabilidade moderna exige governança financeira, integração de dados e decisões alinhadas à realidade fiscal.
Novas regras trabalhistas também entram no radar
Além das mudanças tributárias, 2026 também marca a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que passa a valer a partir de 1º de março de 2026. A norma reforça que o trabalho em feriados no comércio só poderá ocorrer mediante autorização em convenção coletiva, respeitando a legislação e as normas municipais.
Essa mudança exige atenção à gestão de pessoas, escalas, controle de jornada e negociação sindical, reforçando o papel da contabilidade trabalhista como apoio estratégico, e não apenas operacional.
Tecnologia como aliada da eficiência e da decisão
A contabilidade que entra em 2026 não é mais manual, fragmentada ou baseada em retrabalho. O avanço da automação e de soluções inteligentes permite otimizar rotinas operacionais, reduzir inconsistências e garantir maior confiabilidade das informações.
Processos que antes consumiam tempo excessivo passam a ser tratados com mais agilidade, liberando espaço para o que realmente importa: análise, planejamento e apoio à tomada de decisão. A tecnologia não substitui o contador — ela amplia sua capacidade de atuação e qualifica o serviço entregue às empresas.
Na Seteco, o uso estratégico de sistemas e automação está alinhado à melhoria contínua dos processos, garantindo controle, precisão e eficiência na gestão contábil, fiscal e trabalhista.
Novos modelos de contratação exigem avaliação técnica cuidadosa
As mudanças no ambiente tributário e trabalhista vêm estimulando empresas a repensarem seus modelos de contratação. A adoção de estruturas com prestadores de serviço por pessoa jurídica tem crescido, mas exige atenção técnica e análise individualizada.
Aspectos fiscais, trabalhistas e societários precisam ser avaliados com cuidado para que a decisão esteja alinhada à legislação e à realidade do negócio. Opções tomadas sem orientação adequada podem gerar riscos e passivos no médio e longo prazo.
Nesse contexto, o papel do contador é orientar com responsabilidade, avaliando cenários, riscos e impactos, e ajudando empresários a estruturar suas operações com segurança jurídica e previsibilidade.
Se sua empresa quer atravessar os próximos anos com segurança, previsibilidade e clareza, a Seteco está pronta para caminhar ao seu lado — trazendo o futuro ao valor presente e cuidando do que realmente importa: a sustentabilidade do seu negócio.
